terça-feira, 28 de agosto de 2012


O DESMATAMENTO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Uma das principais atitudes que prejudica e destrói as florestas é o desmatamento. Este processo de destruição, em grande escala, das florestas, que já atinge a metade das matas nativas do mundo. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), as florestas cobrem atualmente cerca de 33.000.000 de km² (12.000.000 são tropicais, 21.100.000 são temperadas e 200.000.000 são mangues), número que corresponde a 22% das terras emersas do planeta.
A Organização de Alimentação e Agricultura (FAO) estima que, entre 1981 e 1990, foram derrubados 150.000.000 de ha de matas tropicais no mundo. Na Amazônia, segundo dados do governo brasileiro, a taxa de desmatamento cresceu 34% depois de 1992: a extensão devastada, que até 1991 totalizava 11.130 km², passou a 14.896 km² no ano de 1996. As regiões de proteção ambiental abrangem apenas 6% das florestas remanescentes, área equivalente à do México.

Em poucos anos a floresta Amazônica já perdeu cerca de 10% do seu domínio original. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, 61% das terras que hoje pertencem ao nosso país eram ocupadas por matas. Desde então, simultaneamente à ocupação do território e à expansão do povoamento, o território brasileiro começou a ser desmatado.
OS MOTIVOS DA DEVASTAÇÃO - Eles têm sido diversos: obtenção de lenha para as fornalhas dos engenhos de açúcar, limpeza do terreno para a instalação de lavouras ou de pastagens para o gado, exploração da madeira etc.
A primeira floresta a ser devastada foi a mata Atlântica e, restam hoje apenas 5% daquilo que ela era originalmente. A extensão das florestas brasileiras corresponde atualmente a menos de 30% da superfície do país.
FORMAS DE DESMATAMENTO – Uma das principais formas de desmatamento têm sido as queimadas de extensas áreas para a prática de agricultura e pecuária. A expansão dos centros urbanos, a construção de estradas e a implantação de grandes projetos agrominerais e hidrelétricos também motivam as devastações. Outra causa importante é a comercialização da madeira e, em menor grau, o extrativismo de inúmeras outras espécies de interesse econômico. Segundo a WWF, em 1991 a exploração mundial dos recursos florestais rendeu cerca de US$ 400 bilhões.
A extração de madeira – matéria-prima para a construção de moradias e importante fonte de energia – responde por grande parte desse valor. Em países como Zaire, Tanzânia e Gabão, a atividade corresponde a até 6% do PIB. Em Camarões, o desmatamento aumentou 400% desde 1993.
É importante lembrar que esse gás é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.
IMPACTOS AMBIENTAIS EM ECOSSISTEMAS NATURAIS - Um dos principais impactos ambientais que ocorrem em um ecossistema natural é a devastação das florestas, notadamente das tropicais, as mais ricas em biodiversidade.
E por que ocorre com tanta avidez o desmatamento de milhares de quilômetros quadrados de florestas tropicais? Essa devastação ocorre basicamente por fatoreseconômicos, tanto na Amazônia quanto nas florestas africanas e nas do Sul e Sudeste Asiático. A exploração madeireira é feita clandestinamente ou, muitas vezes, com a conivência de governantes inescrupulosos e insensíveis aos graves problemas ecológicos decorrentes dela. Não levam em conta os interesses das comunidades, nem os interesses da nação que os abriga porque, com raras exceções, esses projetos são comandados por grandes grupos transnacionais, interessados apenas em auferir altoslucros.

Desmatamento da Amazônia leva à descoberta e à extinção de espécies

DA FRANCE PRESSE
Na Amazônia peruana uma espécie de ave é descoberta ao ano e uma de mamífero a cada quatro, mas paradoxalmente cada nova descoberta faz parte de uma tragédia, pois ocorre devido ao desmatamento realizado por empresas de petróleo, mineradoras e madeireiras. Em muitos casos, a descoberta de uma nova espécie caminha lado a lado com o começo de sua extinção.
"As descobertas de aves, mamíferos e outras espécies na maioria ocorrem devido não a uma pesquisa científica, que custa muito dinheiro, mas pela presença de empresas petroleiras, mineradoras e de corte de árvores", disse à AFP Michael Valqui, da ONG conservacionista WWF-Peru (Fundo Mundial para a Natureza).
"Este tipo de descoberta põe em risco a espécie que se descobre, já que pode entrar em risco de extinção porque este lugar é seu único hábitat, devido ao clima ou bacia", acrescentou.
Entre as novas espécies descobertas nos últimos cinco anos estão a rã 'Ranitomeya amazonica', com coloração de fogo na cabeça e patas azuis, o papagaio-de-testa-branca e o beija-flor-de-colar-púrpura.
O Peru é o quarto país do mundo em extensão florestal, com 700 mil quilômetros quadrados de florestas tropicais amazônicas, que contribuem para reduzir o aquecimento global e abrigam grande biodiversidade.
Em outubro, mais de 1.200 novas espécies foram apresentadas em uma cúpula das Nações Unidas sobre biodiversidade. Delas, cerca de 200 foram descobertas na Amazônia peruana.
A região tem 25.000 espécies de plantas --10% do total mundial-- e é o segundo lugar do mundo com mais diversidade de aves, abrigando 1.800 espécies. Também ocupa o quinto lugar do mundo no que diz respeito à diversidade de mamíferos (515 espécies) e répteis (418 espécies).
Ernesto Ráez, diretor do Centro para a Sustentabilidade Ambiental da Universidade Cayetano Heredia, de Lima, comenta: "O número de espécies que desaparece para sempre no mundo todos os dias é muito superior ao número de espécies que descobrimos todos os dias. Há espécies, em outras palavras, que desapareceram antes que as tenhamos conhecido."
A Amazônia peruana deve fazer frente a um agressivo programa estatal de exploração petroleira e mineradora, que tem confrontado o governo e as comunidades indígenas do local.
"Uma empresa mineradora ou de hidrocarbonetos não é, em si mesma, destrutiva; a chave é se é limpa ou não", explicou Gérard Hérail, do IRD (sigla em francês de do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento de Lima).
Segundo os cientistas, a lagartixa de Lima, um animal de hábitos noturnos encontrado apenas em "huacas" (santuários arqueológicos) da capital peruana, está prestes a se extinguir, enquanto outras espécies já desapareceram, como o rato endêmico da "lomas" ou encostas (Calomys sp, um ratinho orelhudo).
"Os arqueólogos, ao limpar as 'huacas' para sua restauração, destroem o habitat da lagartixa de apenas dois a três centímetros, com cor avermelhada, que vive nos recantos e locais escuros do local", disse Valqui, do WWF-Peru.
Em 2009, o governo propôs, perante um organismo internacional sobre mudanças climáticas a preservação de 540 mil quilômetros quadrados de florestas e reverter processos de corte e queima para reduzir o desmatamento.
Atualmente, há no Peru 70 áreas naturais protegidas, que ocupam 200 mil quilômetros quadrados, 15% do território nacional.
"Faltam sinais claros para dizer até onde o país vai na defesa de sua biodiversidade", disse à AFP Iván Lanegra, defensor adjunto para o Meio Ambiente da Defensoria do Povo.
Para Nicolás Quinte, biólogo guia do parque nacional do Manu, no Amazonas, deve-se promover "as atividades que não sejam claramente extrativistas, mas também produtivas e que sejam sustentáveis com o passar do tempo. Uma delas pode ser o turismo que usa a floresta sem destruí-la."




CEF vai bancar preservação do cerrado

Cerrado Mato-grossense - região de Barra do Garças-Mt - Foto: Salustra Padilha Carvalho Haubert/Clube Geo/2010
A Caixa Econômica Federal financiará ações para conservação do Cerrado, por meio do recém-criado Fundo Socioambiental da CAIXA. Caberá ao Ministério do Meio Ambiente lançar um edital de seleção pública das entidades para execução do projeto. O lançamento será na sexta.
O primeiro projeto a sair do papel será o Projeto Mosaico Sertão Veredas - Peruaçu. A região abrange uma área de 15 mil Km², equivalente a aproximadamente três vezes a área do Distrito Federal, nos 11 municípios. Em Minas Gerais: Arinos, Bonito de Minas, Chapada Gaúcha, Cônego Marinho, Formoso, Itacarambi, Januária, Manga, Urucuia e São João das Missões. No estado da Bahia: Cocos.


O Brasil das hecatombes ambientais!


ROMILDO GONÇALVES


Quando falamos em preservação ambiental e qualidade de vida no Brasil, percebemos que muito pouco foi efetivamente feito nestes 500 anos de existência, se não vejamos:

Desde seu descobrimento o país vem tentando implantar um plano de prevenção e controle de desastres ambientais e até hoje esse plano não saiu do papel. Incompetência ou desinteresse dos gestores?

Todo o ano é a mesma coisa. Calamidades públicas se repetem em todo o país: incêndios florestais, enchentes, deslizamentos... Chega o período de estiagem ou período das chuvas e a coisa se complica: vidas são aleatoriamente queimadas ou sufocada por enchentes, deslizamento...

Estamos em julho de 2012e até o momento não há qualquer ação prática dos governos central, estadual ou municipais visando à prevenção de desastres ambientais com fogo florestal para a estiagem em curso, ou seja, planejamento estratégico para prevenir, controlar e combater impactos antropogênicos! E daí?

Fala-se muito em leis decretos, portarias... Algo teórico efêmero que não tem sustentabilidade prática para evitar destruições previsíveis que podem ser evitados, não há, até o momento, por exemplo, aceiramento preventivo nas margens de vias públicas responsáveis por 60% dos incêndios florestais; capacitação de brigadistas e formação de brigadas em polos estratégicos do Estado; aquisição de material de combate a fogo em tempo hábil...cursos palestras, seminários e campanhas educativas na mídia...

Questões essenciais que precisam ser postas em prática para evitar esse mal recorrente anualmente nos ecossistemas brasileiro. Será que vivenciaremos uma nova hecatombe ambiental no país? Há fortes evidências para que isso ocorra. Queira Deus que não!

Por sorte os fenômenos naturais este deste ano alongaram o período das chuvas até o mês de junho possibilitando a chegada tardia da estiagem, em ambientes naturais ou antropizados na Amazônia, na Mata Atlântica, nos cerrados...Por outro lado se não cuidarmos rápido milhões de vidas animal e vegetal serão dizimadas para sempre, com fogo florestal ou sufocadas pela fumaça.

Gente abarrotando, hospitais, clínicas e centros de saúde também causarão transtorno na já combalida rede de saúde pública brasileira, não é mesmo? E as autoridades? Há as autoridades?

Estamos no momento vivenciando dois extremos no país: seca no Nordeste e chuvas no Sudeste, com efeitos devastadores sobre a vida e a dignidade humanas, causados fundamentalmente por descuido humano. Esse fato aconteceu em 2011, 2010, 2009, 2008, 2007, 2006... Certamente, não podemos descartá-los em 2012. E as autoridades? Há as autoridades?

Como se vê, são tragédias extremamente graves previsíveis que expõem de forma nua e crua a falta de seriedade na gestão pública brasileira, a maneira desrespeitosa como se trata o meio ambiente e vida no país. Uma vergonha, não?

O ano de 2012 chegou trazendo com ele os fenômenos La Niña e El Niño. Logo a estiagem estará por aqui e com ela muito fogo florestal no país. Será mais uma hecatombe a ser enfrentada! Este é o Brasil que queremos? Com a palavra, as autoridades constituídas! Seguramente, aparecerá gente gritando, esperneando, fazendo pirotecnia na mídia, falando ao vento sobre meio ambiente, sobre planos mirabolantes, culpando gestores anteriores e distribuindo dinheiros aos quatro cantos, porém a questão mais uma vez não será resolvida.

No meio desse pandemônio é bom lembrar que com a água derramada, ou o fogo espalhado, não adianta gritar. Na última década o governo federal investiu 700 milhões na prevenção de desastres naturais e antropogênicos, por outro lado já gastou cinco bilhões para tentar reparar esses mesmos estragos! Não seria mais econômico investir em prevenção?

ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, perito ambiental em Fogo Florestal e prof.-pesquisador da UFMT/Seduc 

sábado, 25 de agosto de 2012

ONU: desmatamento mundial é alarmante

Com uma perda de 13 milhões de hectares de florestas no mundo a cada ano, principalmente na América do Sul e na África, o desmatamento continua em um "ritmo alarmante", aponta um relatório da Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO) divulgado nesta segunda-feira.
O estudo analisa os recursos florestais de 229 países e territórios de 1990 a 2005, e representa o trabalho "mais exaustivo de que se dispõe atualmente", segundo a FAO. As florestas ocupam hoje em dia cerca de 4 bilhões de hectares, ou 30% da superfície habitável do planeta, o que equivale a uma média de 0,64 hectare por habitante.
"O desmatamento, principalmente a conversão de florestas em terras agrícolas, prossegue em um ritmo alarmante, e faz cerca de 13 milhões de hectares desaparecerem por ano", destaca o relatório. "Ao mesmo tempo, a plantação de árvores, a reabilitação de paisagens e a extensão natural das florestas reduziram de forma significativa a perda líquida de superfície florestal", dizem os autores do estudo.
A diferença entre destruição e reflorestamento traduziu-se no período 2000-2005 na perda "líquida" de 7,3 milhões de hectares por ano de superfície florestal. Essa cifra é inferior à registrada na década 1990-2000, quando as perdas líquidas médias eram de 8,9 milhões de hectares por ano, lembra a FAO.
Entre 2000 e 2005, a superfície florestal aumentou em cerca de 2,8 milhões de hectares por ano, embora represente menos de 5% do conjunto de florestas. Um total de 140 milhões de hectares são destruídos por ano devido aos incêndios ou "agentes destrutivos", como insetos e doenças.
Dois terços das florestas estão concentrados em 10 países: Rússia (809 milhões de hectares), Brasil (576), Canadá (310), Estados Unidos (303), China (197), Austrália (164), República Democrática do Congo (134), Indonésia (88), Peru (69) e Índia (68).
As duas regiões que registraram a maior destruição de florestas entre 2000 e 2005 foram América do Sul e África, onde foram perdidos 4,3 milhões e 4 milhões de hectares por ano, respectivamente. A Ásia foi a única grande região onde essa tendência se reverteu. O continente registrou "um aumento líquido de florestas nesse período, principalmente devido ao reflorestamento em larga escala na China", destaca o relatório.
Em nível mundial, mais de um terço (37%) das florestas são do tipo primário, ou seja, sem sinal visível de atividade humana e onde os processos ecológicos não foram sensivelmente perturbados. Mas essas florestas primárias "sofrem um declínio em massa, devido à intervenção humana", e essa rápida destruição continuou nos últimos cinco anos, apesar dos esforços de países como Japão e Malásia, lamenta a FAO.
Diretamente afetada pelo desmatamento, "parte das espécies raras de árvores e aquelas cujo valor é muito alto correm o risco de extinção", e em média 5% das espécies nativas de um país "estão em risco ou risco crítico de extinção", aponta o relatório.
Introdução e análise geral dos problemas
Não é meu objetivo ser simplesmente mais um a criticar e apontar defeitos, sem apresentar propostas concretas e exequíveis dentro das nossas possibilidades e da realidade da nossa nação.Antes de qualquer consideração, quero deixar claro que não tenho nenhum interesse político com esta iniciativa, não represento nenhuma comunidade, nem tenho qualquer ligação partidária com quem quer que seja. As propostas aqui apresentadas não deverão em nenhuma hipótese serem reputadas como reivindicações, mesmo porque elas não visam interesses pessoais ou unilaterais. Antes, têm como objetivo o bem comum.Na visão de todos os brasileiros e de muitos estrangeiros, o Brasil é o tipo de nação que teria tudo para dar certo em todos os aspectos e ser o melhor país do mundo para se morar. No entanto, infelizmente não é.Temos um imenso território invejado por muitas nações “nanicas” e no entanto, a má distribuição geográfica da população faz com que boa parte dela more em condições precárias, “entupindo” os grandes centros urbanos e gerando uma série de problemas de ordem social.Somos um país continental, com apenas 14 habitantes por km² e com mão-de-obra abundante. Se compararmos com a Inglaterra, com seus trezentos e tantos habitantes por km², ou com a China, com mais de 100 habitantes por km², ou com a Holanda, com seus 440 habitantes por km², veremos o quanto o Brasil é privilegiado nesse aspecto geográfico e, no entanto, não se prevalece disso. A população brasileira se caracteriza, sob o aspecto demográfico por baixa densidade, com muitas áreas semi-povoadas e composição com prevalência de jovens. Como consequencia, ocorre a incidencia de elevados encargos para a população economicamente ativa e crescentes necessidades de infra-estruturas educacionais e habitacionais. Alem disso, a elevada taxa de natalidade entre as famílias pobres eleva o número de menores abandonados, os quais vivem entre privações sociais e a criminalidade. A desnutrição infantil ainda é frequente no sertão nordestino, onde a taxa de mortalidade infantil é um estigma crônico e aterrador. Tudo isso é o retrato de uma desequilibrada distribuição que existe no país, seja a nível geográfico ou econômico.A densidade tem diferente importância numa civilização agrícola primitiva e numa civilização moderna industrial. O crescimento descontrolado da população exige uma abordagem não só biológica, ou antropológica e demográfica, mas tambem médica, econômica, sociológica, jurídica, política e religiosa. Huxley foi claro em sua previsão: "Esta é a última geração capaz de tratar livremente o problema populacional. A sucessiva será compulsoriamente compelida a fazê-lo".
A necessidade de um controle de natalidade eficaz e acessível a todos
O controle da natalidade é uma necessidade para países emergentes, como o Brasil, em que as condições de educação e saúde são deficitárias e insuficientes. A postura de algumas entidades governamentais e religiosas ao reprovar os métodos contraceptivos, além de retrógrada é desumana, pois parece ignorar que a maior parte dos inúmeros casais pobres sem condições de criarem filhos, só não adotam os meios anti-concepcionais porque não têm recursos financeiros ou esclarecimentos para praticá-lo.
Isto significa que, se houvessem recursos e informações básicas acessíveis a essa população mais pobre, no sentido de reduzir e limitar o número de filhos, certamente muitos filhos "indesejados" seriam evitados.A continuar da forma como está, em que as famílias de classe média e alta têm em média um ou dois filhos no máximo, enquanto que as famílias pobres têm em média muitos filhos, a tendência é cada vez mais aumentar a população pobre no Brasil.Em outras palavras, aqueles que têm mais recursos financeiros e que, por conseguinte, poderiam ter mais filhos, de forma a possibilitar-lhes boa educação e condições de saúde, são geralmente os que mais adotam os métodos anti-concepcionais, enquanto que os que vivem na linha da pobreza e que deveriam limitar ao máximo a quantidade de filhos, sob pena de vê-los abandonados e passando necessidades, são os que mais têm.
A tarefa ingrata de ser o guardião do "pulmão" do mundo

- De que adianta o Brasil ter uma imensa floresta amazônica, que é considerada o “pulmão oxigenador do mundo”, se não tem condições de tomar conta dela, para evitar os desmatamentos criminosos (queimadas e comércio ilegal de madeira), bem como a exploração criminosa da fauna e flora da região?
- Se a preservação da floresta amazônica é vital para o equilíbrio ecológico e do meio ambiente do continente americano (ou quiçá do mundo inteiro), porque a ONU ou outras entidades governamentais internacionais não liberam verbas e recursos humanos suficientes para o policiamento e monitoramento daquela região, a fim de evitar que consequencias danosas maiores venham prejudicar toda a população mundial?
- Até que ponto esse papel do Brasil de ser o guardião do patrimônio da humanidade traz benefícios diretos para a população brasileira? Não seria o caso das nações com maiores recursos tecnológicos e militares auxiliarem nesse controle, já que o eco-sistema mundial seria significativamente beneficado com esse esforço conjunto internacional?
Uma nação proporcionalmente privilegiada em relação a outros países
Apesar do clima desfavorável que existe no norte da Europa, onde a neve do inverno impede o cultivo em boa parte do ano, existe lá um aproveitamento razoável do solo, de forma que os meses mais favoráveis compensam pelos demais menos favoráveis. Embora no Brasil hajam tambem algumas espécies de catástrofes, tais como geadas e inundações, os efeitos são menores e menos devastadores que os ciclones, tufões, terremotos, tornados e outros tantos fenômenos que assolam outros países.
É evidente que é muito mais fácil administrar os efeitos de uma enchente do que de um terremoto. Normalmente os efeitos mais danosos das indundações estão nas cidades que não têm uma infra-estrutura adequada para comportar o aumento do volume de água dos rios e córregos que as atravessam.A construção dos "piscinões", apesar de parecer uma medida paliativa, têm se mostrada eficiente para evitar as consequencias mais danosas das chuvas fortes sobre a população. O Brasil como nação privilegiada, tanto pelo seu território, como pelas suas peculiaridades climáticas e tambem pelo seu contingente de mão-de-obra jovem, não era de forma nenhuma para estar com a imagem de uma simples “nação emergente”, mas poderia com toda certeza ser uma potência no hemisfério sul , que alem de auto-suficiente, teria tambem condições de ser um celeiro para o mundo.Porque não tomar modelo de tecnologias de cultivo e irrigação, tais como as utilizadas em Israel com tanto sucesso, para o nosso sertão?


A má distribuição da população gera inúmeros problemas nas grandes cidades
- De que adianta o Brasil ter um território tão grande, com 8.500.000 km² de superfície, se a sua população está tão mal distribuída? O estabelecimento de critérios mais rígidos para a imigrações de “aventureiros”, que superlotam as grandes cidades, certamente evitaria uma série de problemas sociais. Os deslocamentos de famílias entre os estados deveriam ser feitos de forma que se justificasse a permanência de imigrantes, dentro de um plano estratégico de melhor distribuição populacional da terra. É evidente que isso exigiria um melhor controle dos órgãos responsáveis pelo estabelecimento de moradias irregulares nas cidades maiores.No caso das grandes cidades brasileiras, o problema da concentração exagerada da população fez com que as condições ambientais se tornassem extremamente precárias, pois quando essas cidades se estabeleceram, não estavam previstas as necessidades de drenagem de águas pluvias, provenientes das chuvas e do saneamento básico.

A questão do trânsito
O trânsito caótico na grande São Paulo é um exemplo de como a má distribuição da população brasileira contribui negativamente para a qualidade de vida dos paulistanos, que têm o seu tempo roubado por causa dos grandes congestionamentos, alem de terem a saúde prejudicada por causa do "stress" e da alta taxa de agentes poluidores da atmosfera, devido à grande concentração de veículos em pequenos espaços.
A adoção de sistema de rodízio de veículos, tal como existe no chamado "centro expandido" em São Paulo é uma afronta ao direito de utilização do veículo aos cidadãos que necessitam utilizá-lo no dia proibido para o seu final de placa. Por outro lado, a eficiencia do rodízio quanto ao controle ambiental dos poluentes e descongestimento das artérias críticas é duvidosa, pois muitas famílias e empresas dispoem de mais de um veículo e podem escolher o veículo de acordo com o final da placa mais adequado, não impedindo, portanto, que aquela pessoa se desloque de automóvel naquele dia e horário proibido.
A questão de habitação e meio ambiente
Qualque um que viaje pelo Brasil verá a grande quantidade de terra nativa, sem produtividade, enquanto existe gente subnutrida em vários municípios brasileiros. É de se perguntar então porque está tão devagar o processo da Reforma Agrária? Porque o êxodo da população urbana em direção à zona rural não é estimulado substancialmente através de subsídios especiais para novos agricultores? O que está faltando para despertar realmente o interesse do trabalhador para trabalhar na roça? Porque não conceder um prazo limitado aos proprietários de grandes terras, para empregarem mão-de-obra e transformarem as terras ociosas em cultivadas, sob pena de perderem sua propriedade para outros que a aproveitem melhor?
O que dizer daqueles retirantes do interior que tentam mudar a sorte vindo para a cidade grande? Qual é o estímulo de uma pessoa que mora no interior, de ali permanecer, se para ela é mais confortável morar debaixo da ponte ou na favela da cidade grande, do que na casa de pau-a-pique da roça? Ainda que venha a passar fome na cidade, a condição miserável daquele "aventureiro" não vai mudar em relação ao que enfrentava no interior. Ao menos, na cidade grande, ela tem para quem pedir esmolas ou dispõe de energia elétrica "gratuita" no seu barraco.Assim são estabelecidas as favelas e os cortiços, que tendem sempre a aumentar quando os familiares daquele migrante que acabou se "dando bem" na cidade grande, chama tambem seus familiares e conhecidos do interior, estimulando-os a que tambem venham para a cidade na esperança de melhora de vida.

Como solucionar esse problema? Porque não se reembolsa o morador favelado dentro de um critério de desapropriação justo, através de um “valor venal” ajustado para aquelas construções que ocupam espaços privilegiados dentro das grandes cidades, sendo que esses barracos muitas vezes impedem a construção de obras necessárias, tais como vias estratégicas para melhora do transporte rodoviário, alem de serem utilizadas frequentemente como esconderijos de marginais?Com esse tipo de "indenização", se erradicaria definitivamente as favelas para as periferias, para assim tratá-las melhor, através de um plano de urbanização e criação de uma infraestrutura básica para aquelas pessoas. Não se trata simplesmente de transferir o problema de local, mas de propiciar condições de segurança, saneamento, espaço mínimo entre as habitações, criação de ruas e construção de estabelecimentos de utilidade pública, o que na favela seria impossível de se fazer, por falta de planejamento prévio. O Brasil possui um vasto território, sendo que em certas cidades há uma disputa enorme por causa de um pequeno espaço, devido à falta de racionalidade nessa distribuição, o que denota um tremendo absurdo!
Falta de criatividade para geração de novos empregos
A dignidade do ser humano e a sua melhor qualidade de vida estão diretamente ligadas à oferta de empregos e possibilidades de trabalho digno. A pergunta então é: Qual é o estímulo aos empregadores que enfrentam problemas de encargos excessivos e burocracias desnecessárias com os seus empregados?
A geração de novos empregos formais ou informais deveria ser uma meta a ser perseguida em todos os escalões do governo, a fim de aproveitar toda mão-de-obra no país, independentemente do registro formal e da garantia da totalidade de direitos legais do trabalhador.
Afinal, é preferível alguem empregado, mesmo que temporariamente, do que mais um desocupado com possibilidades de cair num desespero, quando não tem sequer o que comer.
Muitos se veem obrigados a colher objetos nos "lixões" para poder vender e transformar em fonte de alimento para a família, porque não têm outra opção melhor para defenderem a sobrevivencia de suas famílias.A falta de emprego leva muitos à criminalidade e à delinquencia, porque a fome e a privação das condições básicas criam o clima de desespero e o sentimento de que "pior que está não pode ficar".
O mau aproveitamento do turismo e do patrimonio público
O turismo, por exemplo, no Brasil era para ser muito melhor explorado e uma fonte de divisas sem precedentes! Nosso litoral com praias de todos os tipos de beleza eram para ser alvo da atenção de todas as agências de turismo internacionais. Porque tendo o México muito menos território e muito menos praias, possui uma infra-estrutura turística tão boa, a ponto de despertar o interesse dos próprios turistas brasileiros, que trocam Porto Seguro por Cancun?
A imagem da violência estampada na mídia internacional tem inibido os turistas de trazerem seus dólares para dentro do nosso país. Muitos daqueles que se aventuram a vir para o Brasil acabam caindo na mão dos malandros, que se valem da ingenuidade dos estrangeiros que aqui chegam pela primeira vez. Quais os pontos de interesse turístico brasileiros que estão recebendo uma atenção especial com vistas a segurança dos visitantes estrangeiros?Qual a punição para os vândalos e pichadores que têm achincalhado os monumentos históricos e ecológicos de nossa tradição?Porque dentro das Secretarias do Meio Ambiente não se criam projetos de baixo custo para o embelezamento e manutenção de nosso rico patrimônio natural? Porque não abrir oportunidades para “padrinhos” empresários, para custeio das despesas de restauração, com direito a retorno financeiro na forma de propaganda e incentivos fiscais?
Com certeza, a administração de um grande país não é tarefa fácil, assim como não o é tambem a de uma cidade enorme como São Paulo. Aliás, na minha opinião, todas as mega-cidades deveriam ter alem de seus prefeitos, um grupo de sub-prefeitos, que o ajudassem na administração dos recursos e localização de necessidades, com a cooperação maior e integrada das secretarias regionais.
Ética e justiças sociais
São tantos os escândalos sobre corrupção na forma de super-faturamentos, caixa 2 e lavagem de dinheiro envolvendo políticos brasileiros, que o perfil do governante ideal não é mais o indivíduo capacitado administrativamente, e sim aquele que é honesto. honestidade se tornou tão rara nesse meio, que a integridade do indivíduo passou a ser o requisito único e suficiente para aqueles que pretendem se candidatar aos cargos administrativos.É lógico que a integridade e a honestidade de um indivíduo são extremamente importantes para o seu desempenho como um administrador, mas não são suficientes. Os governantes precisam tambem ser criativos, conciliadores e negociadores, sabendo dar a devida prioridade para os assuntos de maior urgencia e importancia para a coletividade.Da mesma forma, as boas intenções não são o requisito único para atestar a competencia de um governante. Assim, por exemplo, se ele na melhor de suas intenções, tomar a verba que se destinaria às inúmeras necessidades para alavancar o progresso econômico de uma nação, estado ou cidade e distribuí-la entre as famílias pobres, ele vai estar fazendo uma excelente obra de cunho humanitário, porem vai estar apenas resolvendo temporariamente um grave problema social. É a famosa diferença entre "dar o peixe" e "ensinar a pescar".Por outro lado, os desvios de conduta moral e ética dos governantes têm de ser punidos exemplarmente para que o governo tenha credibilidade perante o povo e as demais nações. Diante desse quadro de escândalos de corrupção que se assiste diariamente, o que a população espera do governo é que as conseqüências de tantas falcatruas levantadas pelas várias CPI’s que já se sucederam, não “terminem novamente em Pizza”, por causa de algumas injustiças discriminatórias tais como a tão questionada “imunidade parlamentar” dos políticos infratores.Outra incoerência absurda e totalmente injusta é a questão das cotas para negros e pardos para ingresso nas faculdades, que ainda está sendo alvo de grandes polêmicas. Há maior discriminação racial do que favorecer um aluno que teve pior desempenho do que o outro, simplesmente porque o outro é de outra cor? A Constituição Brasileira não proíbe qualquer tipo de preconceito?A justificativa de que as cotas para os negros são uma "compensação" por causa de décadas e décadas de discriminação e injustiças cometidas no Brasil não é válida, pois nesse caso temos um erro justificando outro erro. Em outras palavras, a discriminação que outrora foi praticada circunstancialmente contra os negros, agora é praticada oficialmente contra os cidadãos das demais raças.Que culpa tem o aluno que estudou e se preparou melhor para o ingresso na faculdades, se as gerações anteriores foram injustas para com os indivíduos da raça negra? É justo que os inocentes paguem pelo pecado de seus antepassados?
A questão social e da segurança
Particularmente nas grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde a violência campeia, existe um clamor popular contra a impunidade. Vários segmentos da sociedade estão tentando sensibilizar as autoridades no sentido de reprimir o crime com rigor, porem a chamada “Lei dos Direitos Humanos” defendida por muitos demagogos e pessoas com intuito de se promoverem, está conseguindo neutralizar muitas iniciativas. A discussão quanto à questão da idade penal e o desarmamento é prova de que há uma grande polêmica em torno desse assunto, o qual necessita ações imediatas dos governantes, a fim de coibir os abusos e os favoritismos. Assim, a primeira medida que deveria ser tomada pelo governo seria uma revisão nos chamados “direitos humanos”, que normalmente são só direitos dos infratores e desajustados. Esses delinquentes são em geral acobertados por “especialistas” internacionais, que estão mais interessados no sensacionalismo e repercussões da mídia, por causa de medidas enérgicas que eventualmente são tomadas, do que em lutar para que sejam estabelecidos critérios de igualdade e de justiça para todos, inclusive para as vítimas!O que temos vistos são as vítimas fazendo o papel de transgressores e transgressores fazendo o papel de vítimas. O cidadão de bem tem de ficar recluso e preso em sua casa por causa da falta de segurança, enquanto que o bandido anda livremente pelas ruas. Ainda que seja preso temporariamente, o criminoso sempre acha um jeito de escapar, seja por suborno, por um túnel, por fiança ou por resgate de comparsas. Porque não fazer com que todas as penitenciárias se transformem em estabelecimentos de "segurança máxima"?A má fama da nossa Justiça com relação à impunidade e à demora nos processos em julgamento nos tribunais, fizeram com que muitos brasileiros vejam na pena de morte uma solução para o problema de Justiça, embora a Igreja e os defensores dos direitos humanos sejam à princípio contrários a esse tipo de condenação extremista.O fato é que os marginais e delinqüentes têm sempre alguem que os defenda, por mais inescrupulosos e bárbaros que sejam, porem os cidadãos que trabalham honestamente e procuram cumprir seus deveres, são sobre-taxados com impostos cada vez maiores, numa nítida desigualdade de direitos.
As fugas e rebeliões em penitenciárias e Febem’s, evidenciam que há necessidade de uma reformulação radical em todo o sistema judiciário, pois hoje o infrator que sai de um centro de detenção dificilmente sai recuperado. O mais frequente é voltar ao crime assim que cumpra a pena ou consiga escapar. Isto sem se falar em outros privilégios tais como a menoridade e falta de antecedentes.A discrepância entre o valor de um “salário mínimo”, que muitas vezes é a fonte de renda para uma viúva pensionista ou uma família inteira se manter, em relação aos gastos diretos e indiretos para se manter um preso é simplesmente absurda e inexplicável.Porque existem tão poucas colônias penais agrícolas num país tão apropriado para o cultivo como o nosso? Porque estimular a vadiagem e a predisposição para a fuga para os detentos que não trabalham? Porque o trabalhador honesto tem que trabalhar com esforço para levar alimento e mantimentos para sua família, enquanto que o preso tem a opção de trabalhar ou não, com direito a banho de sol, 3 refeições diárias e ainda "visitas íntimas"? Porque todas as cadeias e penitenciárias do Brasil não são auto-sustentáveis através do trabalho obrigatório dos próprios presidiários? Afinal, quem trabalhasse de sol a sol não teria tempo nem disposição para ficar cavando túnel ou fazendo rebelião. Porque os parentes e conhecidos tem de ficar próximos aos detentos, sendo que é comum lhes levarem clandestinamente armas, drogas e celulares nos dias de visita?Igualmente os reformatórios deveriam ter o mesmo caráter de moralização e tratamento. É ilusão imaginar que um jovem ocioso não vá se ocupar de drogas, tentar fugas e se especializar no mundo do crime. Uma forma de administração com características militares poderia ser uma forma de impor respeito e educação aos adolescentes infratores.
Se a correção do deliquente for branda e frouxa, não vai produzir o temor contra uma nova reincidencia. Mais uma vez aqui esbarramos com os “Direitos Humanos”, que com a sua “psicologia moderna” só tem criado uma geração de educadores desmoralizados e uma polícia tímida, que só pode usar sua força na clandestinidade do submundo, quando então ocorrem os exageros e as aberrações tais como as famosas “chacinas”.

Superlotação de celas
Na minha opinião, o ideal para a recuperação dos detentos seria a construção de celas individuais, com todas as condições mínimas de sobrevivencia. Isso evitaria o contato entre os detentos, restringindo-lhes a possibilidade de se organizarem para fugas e rebeliões.Colocar um criminoso numa cela com outros quinze ou vinte delinquentes é o mesmo que colocá-lo em um curso intensivo de criminalidade ao estar em contato permanente com indivíduos ainda mais perigosos. As condições de superlotação só geram revolta e falta de perspectivas para aqueles que pretendem se recuperar.Para aqueles que tivessem boas condições físicas, o trabalho deveria ser obrigatório durante todo o seu período de pena ou internação. Para idosos, mulheres e crianças, trabalho leve; para os homens jovens e adultos, trabalho pesado. Os que não quisessem trabalhar ficariam tambem sem direito a nenhuma outra regalia especial. Portanto, se junto a uma política penal rígida não houver um incremento substancial na geração de trabalho como parte do processo de recuperação dos deliquentes, ainda que sejam atividades modestas, estaremos "empurrando com a barriga" o problema da segurança. É óbvio que a questão da criminalidade está diretamente ligada à questão social. A grande maioria dos assaltantes e assassinos entram na vida do crime porque não tem o que comer nem onde morar. Ele pensa assim: "perdido por perdido, vou tentar pela forma mais fácil". Embora isto não justifique o crime, explica o fato.
É evidente que para qualquer plano nesse sentido dar certo, os carcereiros deveriam ser bem treinados contra agressões e rebeliões. Aliás, na minha opinião, tanto os policiais como os agentes penitenciários, deveriam contar com equipes especiais para emergencias, recebendo remuneração tal que desestimulasse o seu suborno ou a necessidade de trabalho extra na forma de “bicos” como seguranças após o expediente, o que só lhes traz desgaste e exposição da vida aos marginais.
Excesso de leis e pouca eficiencia administrativa
Minha impressão é que no Brasil há muitas leis mas uma capacidade administrativa e criatividade limitadas. Há muitas cláusulas, muitas prerrogativas, muitas liminares, muitos recursos, muitas instâncias e muitos processos complicados, mas pouca ação eficaz sobre os problemas emergenciais da população.
São essas mesmas dificuldades burocráticas e legais para se empregar as pessoas que acabam inibindo muitos empregadores potenciais de estarem recrutando trabalhadores para suas empresas, criando-se assim a tão temida "recessão economica".
O brasileiro já está tão acostumado com filas que já não estranha mais e acaba achando que é normal. Com tanta gente desempregada era para se imaginar que houvessem atendentes em quantidade suficiente em qualquer repartição pública, para evitar qualquer tipo de morosidade. No entanto não é o que acontece. O Brasil tem muitas pessoas envolvidas com legislação e questões jurídicas, fazendo com que a nação tenha um estigma crônico de burocracia e uma lerdeza no fluxo das atividades na maior parte dos setores da sociedade. Parecem haverem poucas pessoas habilitadas para solucionar problemas de uma forma prática e sensata. O que foi feito do antigo “Ministério da Desburocratização”?
Os desacreditados e monótonos veículos de comunicação oficiais
O que o Brasil necessita não são políticos loquazes, que desperdiçam o tempo bem remunerado, durante o qual deviam estar cuidando dos reais interesses da população, para ficarem promulgando homenagens banais e demagogias, que tornam o horário obrigatório do rádio extremamente monótono.Aquilo que poderia ser um veículo ágil de informação e cultura passou a ser vítima do “clic” nacional do desligamento do aparelho. Porque não fazer um programa de qualidade que faça frente ao império dos poderosos noticiários da TV? O problema não está na falta de jornalistas e pessoas talentosas na área de comunicação. O problema está no conteúdo que é extremamente chato e regionalista.Porque é que aquilo que é oficial do governo em geral é de pior qualidade do que o que é da iniciativa privada? Está na hora de conquistar a credibilidade e gosto do povo através de idéias criativas e construtivas, tomando exemplo nos empreendimentos bem sucedidos existentes aqui e no exterior.
Introdução e análise geral dos problemas
Não é meu objetivo ser simplesmente mais um a criticar e apontar defeitos, sem apresentar propostas concretas e exequíveis dentro das nossas possibilidades e da realidade da nossa nação.Antes de qualquer consideração, quero deixar claro que não tenho nenhum interesse político com esta iniciativa, não represento nenhuma comunidade, nem tenho qualquer ligação partidária com quem quer que seja. As propostas aqui apresentadas não deverão em nenhuma hipótese serem reputadas como reivindicações, mesmo porque elas não visam interesses pessoais ou unilaterais. Antes, têm como objetivo o bem comum.Na visão de todos os brasileiros e de muitos estrangeiros, o Brasil é o tipo de nação que teria tudo para dar certo em todos os aspectos e ser o melhor país do mundo para se morar. No entanto, infelizmente não é.Temos um imenso território invejado por muitas nações “nanicas” e no entanto, a má distribuição geográfica da população faz com que boa parte dela more em condições precárias, “entupindo” os grandes centros urbanos e gerando uma série de problemas de ordem social.Somos um país continental, com apenas 14 habitantes por km² e com mão-de-obra abundante. Se compararmos com a Inglaterra, com seus trezentos e tantos habitantes por km², ou com a China, com mais de 100 habitantes por km², ou com a Holanda, com seus 440 habitantes por km², veremos o quanto o Brasil é privilegiado nesse aspecto geográfico e, no entanto, não se prevalece disso. A população brasileira se caracteriza, sob o aspecto demográfico por baixa densidade, com muitas áreas semi-povoadas e composição com prevalência de jovens. Como consequencia, ocorre a incidencia de elevados encargos para a população economicamente ativa e crescentes necessidades de infra-estruturas educacionais e habitacionais. Alem disso, a elevada taxa de natalidade entre as famílias pobres eleva o número de menores abandonados, os quais vivem entre privações sociais e a criminalidade. A desnutrição infantil ainda é frequente no sertão nordestino, onde a taxa de mortalidade infantil é um estigma crônico e aterrador. Tudo isso é o retrato de uma desequilibrada distribuição que existe no país, seja a nível geográfico ou econômico.A densidade tem diferente importância numa civilização agrícola primitiva e numa civilização moderna industrial. O crescimento descontrolado da população exige uma abordagem não só biológica, ou antropológica e demográfica, mas tambem médica, econômica, sociológica, jurídica, política e religiosa. Huxley foi claro em sua previsão: "Esta é a última geração capaz de tratar livremente o problema populacional. A sucessiva será compulsoriamente compelida a fazê-lo".
A necessidade de um controle de natalidade eficaz e acessível a todos
O controle da natalidade é uma necessidade para países emergentes, como o Brasil, em que as condições de educação e saúde são deficitárias e insuficientes. A postura de algumas entidades governamentais e religiosas ao reprovar os métodos contraceptivos, além de retrógrada é desumana, pois parece ignorar que a maior parte dos inúmeros casais pobres sem condições de criarem filhos, só não adotam os meios anti-concepcionais porque não têm recursos financeiros ou esclarecimentos para praticá-lo.
Isto significa que, se houvessem recursos e informações básicas acessíveis a essa população mais pobre, no sentido de reduzir e limitar o número de filhos, certamente muitos filhos "indesejados" seriam evitados.A continuar da forma como está, em que as famílias de classe média e alta têm em média um ou dois filhos no máximo, enquanto que as famílias pobres têm em média muitos filhos, a tendência é cada vez mais aumentar a população pobre no Brasil.Em outras palavras, aqueles que têm mais recursos financeiros e que, por conseguinte, poderiam ter mais filhos, de forma a possibilitar-lhes boa educação e condições de saúde, são geralmente os que mais adotam os métodos anti-concepcionais, enquanto que os que vivem na linha da pobreza e que deveriam limitar ao máximo a quantidade de filhos, sob pena de vê-los abandonados e passando necessidades, são os que mais têm.
A tarefa ingrata de ser o guardião do "pulmão" do mundo

- De que adianta o Brasil ter uma imensa floresta amazônica, que é considerada o “pulmão oxigenador do mundo”, se não tem condições de tomar conta dela, para evitar os desmatamentos criminosos (queimadas e comércio ilegal de madeira), bem como a exploração criminosa da fauna e flora da região?
- Se a preservação da floresta amazônica é vital para o equilíbrio ecológico e do meio ambiente do continente americano (ou quiçá do mundo inteiro), porque a ONU ou outras entidades governamentais internacionais não liberam verbas e recursos humanos suficientes para o policiamento e monitoramento daquela região, a fim de evitar que consequencias danosas maiores venham prejudicar toda a população mundial?
- Até que ponto esse papel do Brasil de ser o guardião do patrimônio da humanidade traz benefícios diretos para a população brasileira? Não seria o caso das nações com maiores recursos tecnológicos e militares auxiliarem nesse controle, já que o eco-sistema mundial seria significativamente beneficado com esse esforço conjunto internacional?
Uma nação proporcionalmente privilegiada em relação a outros países
Apesar do clima desfavorável que existe no norte da Europa, onde a neve do inverno impede o cultivo em boa parte do ano, existe lá um aproveitamento razoável do solo, de forma que os meses mais favoráveis compensam pelos demais menos favoráveis. Embora no Brasil hajam tambem algumas espécies de catástrofes, tais como geadas e inundações, os efeitos são menores e menos devastadores que os ciclones, tufões, terremotos, tornados e outros tantos fenômenos que assolam outros países.
É evidente que é muito mais fácil administrar os efeitos de uma enchente do que de um terremoto. Normalmente os efeitos mais danosos das indundações estão nas cidades que não têm uma infra-estrutura adequada para comportar o aumento do volume de água dos rios e córregos que as atravessam.A construção dos "piscinões", apesar de parecer uma medida paliativa, têm se mostrada eficiente para evitar as consequencias mais danosas das chuvas fortes sobre a população. O Brasil como nação privilegiada, tanto pelo seu território, como pelas suas peculiaridades climáticas e tambem pelo seu contingente de mão-de-obra jovem, não era de forma nenhuma para estar com a imagem de uma simples “nação emergente”, mas poderia com toda certeza ser uma potência no hemisfério sul , que alem de auto-suficiente, teria tambem condições de ser um celeiro para o mundo.Porque não tomar modelo de tecnologias de cultivo e irrigação, tais como as utilizadas em Israel com tanto sucesso, para o nosso sertão?


A má distribuição da população gera inúmeros problemas nas grandes cidades
- De que adianta o Brasil ter um território tão grande, com 8.500.000 km² de superfície, se a sua população está tão mal distribuída? O estabelecimento de critérios mais rígidos para a imigrações de “aventureiros”, que superlotam as grandes cidades, certamente evitaria uma série de problemas sociais. Os deslocamentos de famílias entre os estados deveriam ser feitos de forma que se justificasse a permanência de imigrantes, dentro de um plano estratégico de melhor distribuição populacional da terra. É evidente que isso exigiria um melhor controle dos órgãos responsáveis pelo estabelecimento de moradias irregulares nas cidades maiores.No caso das grandes cidades brasileiras, o problema da concentração exagerada da população fez com que as condições ambientais se tornassem extremamente precárias, pois quando essas cidades se estabeleceram, não estavam previstas as necessidades de drenagem de águas pluvias, provenientes das chuvas e do saneamento básico.

A questão do trânsito
O trânsito caótico na grande São Paulo é um exemplo de como a má distribuição da população brasileira contribui negativamente para a qualidade de vida dos paulistanos, que têm o seu tempo roubado por causa dos grandes congestionamentos, alem de terem a saúde prejudicada por causa do "stress" e da alta taxa de agentes poluidores da atmosfera, devido à grande concentração de veículos em pequenos espaços.
A adoção de sistema de rodízio de veículos, tal como existe no chamado "centro expandido" em São Paulo é uma afronta ao direito de utilização do veículo aos cidadãos que necessitam utilizá-lo no dia proibido para o seu final de placa. Por outro lado, a eficiencia do rodízio quanto ao controle ambiental dos poluentes e descongestimento das artérias críticas é duvidosa, pois muitas famílias e empresas dispoem de mais de um veículo e podem escolher o veículo de acordo com o final da placa mais adequado, não impedindo, portanto, que aquela pessoa se desloque de automóvel naquele dia e horário proibido.
A questão de habitação e meio ambiente
Qualque um que viaje pelo Brasil verá a grande quantidade de terra nativa, sem produtividade, enquanto existe gente subnutrida em vários municípios brasileiros. É de se perguntar então porque está tão devagar o processo da Reforma Agrária? Porque o êxodo da população urbana em direção à zona rural não é estimulado substancialmente através de subsídios especiais para novos agricultores? O que está faltando para despertar realmente o interesse do trabalhador para trabalhar na roça? Porque não conceder um prazo limitado aos proprietários de grandes terras, para empregarem mão-de-obra e transformarem as terras ociosas em cultivadas, sob pena de perderem sua propriedade para outros que a aproveitem melhor?
O que dizer daqueles retirantes do interior que tentam mudar a sorte vindo para a cidade grande? Qual é o estímulo de uma pessoa que mora no interior, de ali permanecer, se para ela é mais confortável morar debaixo da ponte ou na favela da cidade grande, do que na casa de pau-a-pique da roça? Ainda que venha a passar fome na cidade, a condição miserável daquele "aventureiro" não vai mudar em relação ao que enfrentava no interior. Ao menos, na cidade grande, ela tem para quem pedir esmolas ou dispõe de energia elétrica "gratuita" no seu barraco.Assim são estabelecidas as favelas e os cortiços, que tendem sempre a aumentar quando os familiares daquele migrante que acabou se "dando bem" na cidade grande, chama tambem seus familiares e conhecidos do interior, estimulando-os a que tambem venham para a cidade na esperança de melhora de vida.

Como solucionar esse problema? Porque não se reembolsa o morador favelado dentro de um critério de desapropriação justo, através de um “valor venal” ajustado para aquelas construções que ocupam espaços privilegiados dentro das grandes cidades, sendo que esses barracos muitas vezes impedem a construção de obras necessárias, tais como vias estratégicas para melhora do transporte rodoviário, alem de serem utilizadas frequentemente como esconderijos de marginais?Com esse tipo de "indenização", se erradicaria definitivamente as favelas para as periferias, para assim tratá-las melhor, através de um plano de urbanização e criação de uma infraestrutura básica para aquelas pessoas. Não se trata simplesmente de transferir o problema de local, mas de propiciar condições de segurança, saneamento, espaço mínimo entre as habitações, criação de ruas e construção de estabelecimentos de utilidade pública, o que na favela seria impossível de se fazer, por falta de planejamento prévio. O Brasil possui um vasto território, sendo que em certas cidades há uma disputa enorme por causa de um pequeno espaço, devido à falta de racionalidade nessa distribuição, o que denota um tremendo absurdo!
Falta de criatividade para geração de novos empregos
A dignidade do ser humano e a sua melhor qualidade de vida estão diretamente ligadas à oferta de empregos e possibilidades de trabalho digno. A pergunta então é: Qual é o estímulo aos empregadores que enfrentam problemas de encargos excessivos e burocracias desnecessárias com os seus empregados?
A geração de novos empregos formais ou informais deveria ser uma meta a ser perseguida em todos os escalões do governo, a fim de aproveitar toda mão-de-obra no país, independentemente do registro formal e da garantia da totalidade de direitos legais do trabalhador.
Afinal, é preferível alguem empregado, mesmo que temporariamente, do que mais um desocupado com possibilidades de cair num desespero, quando não tem sequer o que comer.
Muitos se veem obrigados a colher objetos nos "lixões" para poder vender e transformar em fonte de alimento para a família, porque não têm outra opção melhor para defenderem a sobrevivencia de suas famílias.A falta de emprego leva muitos à criminalidade e à delinquencia, porque a fome e a privação das condições básicas criam o clima de desespero e o sentimento de que "pior que está não pode ficar".
O mau aproveitamento do turismo e do patrimonio público
O turismo, por exemplo, no Brasil era para ser muito melhor explorado e uma fonte de divisas sem precedentes! Nosso litoral com praias de todos os tipos de beleza eram para ser alvo da atenção de todas as agências de turismo internacionais. Porque tendo o México muito menos território e muito menos praias, possui uma infra-estrutura turística tão boa, a ponto de despertar o interesse dos próprios turistas brasileiros, que trocam Porto Seguro por Cancun?
A imagem da violência estampada na mídia internacional tem inibido os turistas de trazerem seus dólares para dentro do nosso país. Muitos daqueles que se aventuram a vir para o Brasil acabam caindo na mão dos malandros, que se valem da ingenuidade dos estrangeiros que aqui chegam pela primeira vez. Quais os pontos de interesse turístico brasileiros que estão recebendo uma atenção especial com vistas a segurança dos visitantes estrangeiros?Qual a punição para os vândalos e pichadores que têm achincalhado os monumentos históricos e ecológicos de nossa tradição?Porque dentro das Secretarias do Meio Ambiente não se criam projetos de baixo custo para o embelezamento e manutenção de nosso rico patrimônio natural? Porque não abrir oportunidades para “padrinhos” empresários, para custeio das despesas de restauração, com direito a retorno financeiro na forma de propaganda e incentivos fiscais?
Com certeza, a administração de um grande país não é tarefa fácil, assim como não o é tambem a de uma cidade enorme como São Paulo. Aliás, na minha opinião, todas as mega-cidades deveriam ter alem de seus prefeitos, um grupo de sub-prefeitos, que o ajudassem na administração dos recursos e localização de necessidades, com a cooperação maior e integrada das secretarias regionais.
Ética e justiças sociais
São tantos os escândalos sobre corrupção na forma de super-faturamentos, caixa 2 e lavagem de dinheiro envolvendo políticos brasileiros, que o perfil do governante ideal não é mais o indivíduo capacitado administrativamente, e sim aquele que é honesto. honestidade se tornou tão rara nesse meio, que a integridade do indivíduo passou a ser o requisito único e suficiente para aqueles que pretendem se candidatar aos cargos administrativos.É lógico que a integridade e a honestidade de um indivíduo são extremamente importantes para o seu desempenho como um administrador, mas não são suficientes. Os governantes precisam tambem ser criativos, conciliadores e negociadores, sabendo dar a devida prioridade para os assuntos de maior urgencia e importancia para a coletividade.Da mesma forma, as boas intenções não são o requisito único para atestar a competencia de um governante. Assim, por exemplo, se ele na melhor de suas intenções, tomar a verba que se destinaria às inúmeras necessidades para alavancar o progresso econômico de uma nação, estado ou cidade e distribuí-la entre as famílias pobres, ele vai estar fazendo uma excelente obra de cunho humanitário, porem vai estar apenas resolvendo temporariamente um grave problema social. É a famosa diferença entre "dar o peixe" e "ensinar a pescar".Por outro lado, os desvios de conduta moral e ética dos governantes têm de ser punidos exemplarmente para que o governo tenha credibilidade perante o povo e as demais nações. Diante desse quadro de escândalos de corrupção que se assiste diariamente, o que a população espera do governo é que as conseqüências de tantas falcatruas levantadas pelas várias CPI’s que já se sucederam, não “terminem novamente em Pizza”, por causa de algumas injustiças discriminatórias tais como a tão questionada “imunidade parlamentar” dos políticos infratores.Outra incoerência absurda e totalmente injusta é a questão das cotas para negros e pardos para ingresso nas faculdades, que ainda está sendo alvo de grandes polêmicas. Há maior discriminação racial do que favorecer um aluno que teve pior desempenho do que o outro, simplesmente porque o outro é de outra cor? A Constituição Brasileira não proíbe qualquer tipo de preconceito?A justificativa de que as cotas para os negros são uma "compensação" por causa de décadas e décadas de discriminação e injustiças cometidas no Brasil não é válida, pois nesse caso temos um erro justificando outro erro. Em outras palavras, a discriminação que outrora foi praticada circunstancialmente contra os negros, agora é praticada oficialmente contra os cidadãos das demais raças.Que culpa tem o aluno que estudou e se preparou melhor para o ingresso na faculdades, se as gerações anteriores foram injustas para com os indivíduos da raça negra? É justo que os inocentes paguem pelo pecado de seus antepassados?
A questão social e da segurança
Particularmente nas grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde a violência campeia, existe um clamor popular contra a impunidade. Vários segmentos da sociedade estão tentando sensibilizar as autoridades no sentido de reprimir o crime com rigor, porem a chamada “Lei dos Direitos Humanos” defendida por muitos demagogos e pessoas com intuito de se promoverem, está conseguindo neutralizar muitas iniciativas. A discussão quanto à questão da idade penal e o desarmamento é prova de que há uma grande polêmica em torno desse assunto, o qual necessita ações imediatas dos governantes, a fim de coibir os abusos e os favoritismos. Assim, a primeira medida que deveria ser tomada pelo governo seria uma revisão nos chamados “direitos humanos”, que normalmente são só direitos dos infratores e desajustados. Esses delinquentes são em geral acobertados por “especialistas” internacionais, que estão mais interessados no sensacionalismo e repercussões da mídia, por causa de medidas enérgicas que eventualmente são tomadas, do que em lutar para que sejam estabelecidos critérios de igualdade e de justiça para todos, inclusive para as vítimas!O que temos vistos são as vítimas fazendo o papel de transgressores e transgressores fazendo o papel de vítimas. O cidadão de bem tem de ficar recluso e preso em sua casa por causa da falta de segurança, enquanto que o bandido anda livremente pelas ruas. Ainda que seja preso temporariamente, o criminoso sempre acha um jeito de escapar, seja por suborno, por um túnel, por fiança ou por resgate de comparsas. Porque não fazer com que todas as penitenciárias se transformem em estabelecimentos de "segurança máxima"?A má fama da nossa Justiça com relação à impunidade e à demora nos processos em julgamento nos tribunais, fizeram com que muitos brasileiros vejam na pena de morte uma solução para o problema de Justiça, embora a Igreja e os defensores dos direitos humanos sejam à princípio contrários a esse tipo de condenação extremista.O fato é que os marginais e delinqüentes têm sempre alguem que os defenda, por mais inescrupulosos e bárbaros que sejam, porem os cidadãos que trabalham honestamente e procuram cumprir seus deveres, são sobre-taxados com impostos cada vez maiores, numa nítida desigualdade de direitos.
As fugas e rebeliões em penitenciárias e Febem’s, evidenciam que há necessidade de uma reformulação radical em todo o sistema judiciário, pois hoje o infrator que sai de um centro de detenção dificilmente sai recuperado. O mais frequente é voltar ao crime assim que cumpra a pena ou consiga escapar. Isto sem se falar em outros privilégios tais como a menoridade e falta de antecedentes.A discrepância entre o valor de um “salário mínimo”, que muitas vezes é a fonte de renda para uma viúva pensionista ou uma família inteira se manter, em relação aos gastos diretos e indiretos para se manter um preso é simplesmente absurda e inexplicável.Porque existem tão poucas colônias penais agrícolas num país tão apropriado para o cultivo como o nosso? Porque estimular a vadiagem e a predisposição para a fuga para os detentos que não trabalham? Porque o trabalhador honesto tem que trabalhar com esforço para levar alimento e mantimentos para sua família, enquanto que o preso tem a opção de trabalhar ou não, com direito a banho de sol, 3 refeições diárias e ainda "visitas íntimas"? Porque todas as cadeias e penitenciárias do Brasil não são auto-sustentáveis através do trabalho obrigatório dos próprios presidiários? Afinal, quem trabalhasse de sol a sol não teria tempo nem disposição para ficar cavando túnel ou fazendo rebelião. Porque os parentes e conhecidos tem de ficar próximos aos detentos, sendo que é comum lhes levarem clandestinamente armas, drogas e celulares nos dias de visita?Igualmente os reformatórios deveriam ter o mesmo caráter de moralização e tratamento. É ilusão imaginar que um jovem ocioso não vá se ocupar de drogas, tentar fugas e se especializar no mundo do crime. Uma forma de administração com características militares poderia ser uma forma de impor respeito e educação aos adolescentes infratores.
Se a correção do deliquente for branda e frouxa, não vai produzir o temor contra uma nova reincidencia. Mais uma vez aqui esbarramos com os “Direitos Humanos”, que com a sua “psicologia moderna” só tem criado uma geração de educadores desmoralizados e uma polícia tímida, que só pode usar sua força na clandestinidade do submundo, quando então ocorrem os exageros e as aberrações tais como as famosas “chacinas”.

Superlotação de celas
Na minha opinião, o ideal para a recuperação dos detentos seria a construção de celas individuais, com todas as condições mínimas de sobrevivencia. Isso evitaria o contato entre os detentos, restringindo-lhes a possibilidade de se organizarem para fugas e rebeliões.Colocar um criminoso numa cela com outros quinze ou vinte delinquentes é o mesmo que colocá-lo em um curso intensivo de criminalidade ao estar em contato permanente com indivíduos ainda mais perigosos. As condições de superlotação só geram revolta e falta de perspectivas para aqueles que pretendem se recuperar.Para aqueles que tivessem boas condições físicas, o trabalho deveria ser obrigatório durante todo o seu período de pena ou internação. Para idosos, mulheres e crianças, trabalho leve; para os homens jovens e adultos, trabalho pesado. Os que não quisessem trabalhar ficariam tambem sem direito a nenhuma outra regalia especial. Portanto, se junto a uma política penal rígida não houver um incremento substancial na geração de trabalho como parte do processo de recuperação dos deliquentes, ainda que sejam atividades modestas, estaremos "empurrando com a barriga" o problema da segurança. É óbvio que a questão da criminalidade está diretamente ligada à questão social. A grande maioria dos assaltantes e assassinos entram na vida do crime porque não tem o que comer nem onde morar. Ele pensa assim: "perdido por perdido, vou tentar pela forma mais fácil". Embora isto não justifique o crime, explica o fato.
É evidente que para qualquer plano nesse sentido dar certo, os carcereiros deveriam ser bem treinados contra agressões e rebeliões. Aliás, na minha opinião, tanto os policiais como os agentes penitenciários, deveriam contar com equipes especiais para emergencias, recebendo remuneração tal que desestimulasse o seu suborno ou a necessidade de trabalho extra na forma de “bicos” como seguranças após o expediente, o que só lhes traz desgaste e exposição da vida aos marginais.
Excesso de leis e pouca eficiencia administrativa
Minha impressão é que no Brasil há muitas leis mas uma capacidade administrativa e criatividade limitadas. Há muitas cláusulas, muitas prerrogativas, muitas liminares, muitos recursos, muitas instâncias e muitos processos complicados, mas pouca ação eficaz sobre os problemas emergenciais da população.
São essas mesmas dificuldades burocráticas e legais para se empregar as pessoas que acabam inibindo muitos empregadores potenciais de estarem recrutando trabalhadores para suas empresas, criando-se assim a tão temida "recessão economica".
O brasileiro já está tão acostumado com filas que já não estranha mais e acaba achando que é normal. Com tanta gente desempregada era para se imaginar que houvessem atendentes em quantidade suficiente em qualquer repartição pública, para evitar qualquer tipo de morosidade. No entanto não é o que acontece. O Brasil tem muitas pessoas envolvidas com legislação e questões jurídicas, fazendo com que a nação tenha um estigma crônico de burocracia e uma lerdeza no fluxo das atividades na maior parte dos setores da sociedade. Parecem haverem poucas pessoas habilitadas para solucionar problemas de uma forma prática e sensata. O que foi feito do antigo “Ministério da Desburocratização”?
Os desacreditados e monótonos veículos de comunicação oficiais
O que o Brasil necessita não são políticos loquazes, que desperdiçam o tempo bem remunerado, durante o qual deviam estar cuidando dos reais interesses da população, para ficarem promulgando homenagens banais e demagogias, que tornam o horário obrigatório do rádio extremamente monótono.Aquilo que poderia ser um veículo ágil de informação e cultura passou a ser vítima do “clic” nacional do desligamento do aparelho. Porque não fazer um programa de qualidade que faça frente ao império dos poderosos noticiários da TV? O problema não está na falta de jornalistas e pessoas talentosas na área de comunicação. O problema está no conteúdo que é extremamente chato e regionalista.Porque é que aquilo que é oficial do governo em geral é de pior qualidade do que o que é da iniciativa privada? Está na hora de conquistar a credibilidade e gosto do povo através de idéias criativas e construtivas, tomando exemplo nos empreendimentos bem sucedidos existentes aqui e no exterior.
Fatos sobre Desmatamento
A taxa exata na razão da qual as florestas estão atualmente sendo destruídas no mundo não são conhecidas, uma vez que não tem sido feito um censo global desde 1990. Naquela época, uma área de aproximadamente 150.000 km2 de floresta tropical, equivalente ao tamanho do estado de São Paulo, tem sido destruída a cada ano. Também uma área semelhante de florestas tem sido destruída ou degradada anualmente. Na média, a taxa de destruição aumentou durante os últimos anos em função de desmatamento irregular e clandestino no Brasil e na Indonésia.
As florestas ao redor do mundo estão sob pressão. As florestas tropicais estão rapidamente desaparecendo principalmente devido ao corte da madeira, exploração mineral, construção de hidroelétricas e a ocupação desordenada da terra em geral.
A temperatura e o crescimento das florestas tem sido destruídas pela indústria de papel e madeira. A vida de nossos indígenas está indeterminada e todo ano milhares de espécies de animais e plantas desaparecem da face da terra.
No Brasil, a Mata Atlântica se estende desde o estado mais ao sul do país, o Rio Grande do Sul, até o estado do Ceará, na região do Nordeste brasileiro, compreendendo uma extensão de 5.000 km. Esta região costeira abrange diferentes altitudes e pode ser classificada em diferentes ecossistemas, caracterizados por uma extensa biodiversidade. Devido a forte pressão populacional exercida pelo processo de urbanização do litoral brasileiro, as florestas vêm sendo drasticamente devastadas. De um total de mais de um milhão de florestas nativas intocadas, restam, atualmente, somente 50.000 km2, espalhadas em pequenas áreas pelo país.
A destruição da Floresta provém do desmatamento das encostas dos morros, assim como o incontrolável corte de madeira, da agricultura, da produção de carvão vegetal e da ocupação imobiliária desordenada.
Algumas áreas da floresta tropical são ricas em metais preciosos como o ouro e a prata. Grandes depósitos de alumínio, ferro, cobre e zinco também são encontrados. Uma infra-estrutura de desenvolvimento e uma afluência de mineiros nas áreas de matas não-exploradas inevitavelmente resulta em desflorestamento. A contaminação pelo mercúrio (usado na extração de ouro) é também comum.
Governos e corporações tendem colocar a culpa da destruição nas ações dos proprietários da terra e dos invasores. Mesmo assim em países como o Brasil, planos governamentais tem deliberadamente encorajado a colonização das florestas tropicais. Observa-se que os pequenos agricultores são forçados por empresas agrícolas mais bem estruturadas à deixarem suas próprias terras e a adentrarem em áreas de florestas nativas.
Muitas coisas que nós compramos contribui para a devastação da Florestas Tropical. Madeiras nobres, tais como Mogno, Peroba e Embuia são exemplos clássicos. Plantações de frutas tropicais são freqüentemente encontradas em áreas onde no passado havia uma floresta tropical ou de mata nativa. Algumas companhias estão ainda envolvidas em grandes projetos industriais que ajudam a destruir a Floresta Tropical.

sábado, 28 de agosto de 2010

Desmatamento na Amazônia: um balanço do governo Lula (2002-2006)

queda de cerca de 30% nos desmatamentos na Amazônia brasileira pelo segundo ano consecutivo anunciada há alguns dias (confira) pelo governo federal representa um avanço importante no que se refere às ações de controle ambiental implementadas, principalmente a partir de 2004. Há uma reversão de tendência e certamente as iniciativas governamentais estão relacionadas com reduções que, mesmo localizadas, são significativas no cálculo total da devastação, como, por exemplo, no entorno da rodovia BR-163, no Pará, e no interior de algumas Unidades de Conservação (UCs) criadas pelo atual governo. Como bem coloca a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ainda que o patamar atual de desflorestamento seja inaceitável, certamente sem as políticas em curso a situação seria muito mais grave.



Queimada, Mato Grosso, 2002

om a projeção de 13,1 km2 de desflorestamento na Amazônia entre 2005 e 2006 – calculada a partir das 34 imagens de satélites analisadas pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) até outubro – o acumulado ao longo da gestão de Lula (de 2002-2003 a 2005-2006) somará cerca 84 mil quilômetros quadrados. Número superior ao de todos os quadriênios que a antecederam.

título de curiosidade, 13 mil km2 em um ano significam uma média de desflorestamento de mais de 36 km2 por dia, ou 1,5 km2 por hora, ou ainda 2,5 hectares por minuto. A exemplo das analogias futebolísticas que o Presidente Lula gosta de fazer, esses 13 mil km2 equivalem a cinco campos de futebol devastados por minuto, durante os 365 dias analisados. Em quatro anos, são 16,6 milhões de campos de futebol, o equivalente ao território da Áustria.

esses últimos quatro anos, o Brasil emitiu, a partir do desmatamento, 996 milhões de toneladas de carbono, o correspondente a quase US$ 5 bilhões, de acordo com preços conservadores. Entre agosto de 2005 e agosto de 2006, o desflorestamento na Amazônia foi responsável por mais de 60% do total de nossas emissões. O País emite 95 milhões de toneladas/ano de carbono com a queima de combustíveis fósseis.

esafio

m nota publicada em agosto de 2005, (veja), o Grupo de Trabalho (GT) de Florestas do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBOMS) considerava legítima a comemoração do governo pela redução do ritmo do desmatamento, mas, ao alertar para os efeitos da crise do agronegócio, apontava a necessidade de manter a cautela e não diminuir a guarda.

e levarmos a sério o tom da campanha presidencial de 2006, marcada pela obsessão do crescimento do PIB acima de tudo e temperada pela necessidade de enxugamento da máquina e dos gastos públicos (incluindo comando e controle ambiental?), teremos no próximo mandato um desafio muito maior do que a simples reversão da curva do desflorestamento.

maginemos um cenário favorável ao crescimento da economia em taxas próximas ou superiores às previstas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, entre 4,5% e 5% ao ano. Tal conquista supõe invevitavelmente redução de juros, maior oferta de crédito público e investimentos privados, alguma desvalorização do real e crescimento da agropecuária, que não ocorre apenas pelo aumento da produtividade, mas também da área plantada. Nesse céu de brigadeiro hipotético, será possível aos governos federal e amazônicos reduzir o desflorestamento a um patamar próximo do aceitável? De acordo com a ministra Marina, o aceitável é o desmatamento legalmente autorizado e o ideal é o desmatamento zero. Será possível ao menos manter a taxa estimada para 2006, de 13 mil km2? O que é preciso fazer para tanto?



O governo ainda não conseguiu implementar instrumentos econômicos em escala capazes de desincentivar a conversão da floresta em proveito da produção agropecuária.

os últimos três anos, houve inédito e louvável envolvimento nas políticas ambientais de órgãos ligados a outros ministérios que não o do Meio Ambiente (MMA), com destaque para a Polícia Federal, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Exército. Também é necessário destacar o volume significativamente maior de ações de fiscalização, graças ao empenho do Ibama, e o incremento substancial da criação de UCs, ainda que estejam longe de serem tiradas do papel.

or outro lado, os governos estaduais nada avançaram na questão. A impunidade de quem comete crimes ambientais, apesar da fiscalização, ainda é a regra absoluta. No plano federal ou estadual, não se discutem metas objetivas de redução do desflorestamento. Mesmo sendo um mecanismo que ainda precisa ser testado, permitiriam o planejamento e a avaliação real do desempenho das ações do Estado.

m reunião realizada com organizações socioambientalistas na última semana passadade outubro, logo após o anúncio dos números do desflorestamento deste ano, Marina Silva e sua equipe se comprometeram com a realização de uma avaliação, que deve acontecer nos dias 8 e 9 de novembro. Como salientou a ministra, pode-se dizer que chegamos em 2006 a um “empate” nos desmatamentos, em analogia ao movimento dos seringueiros que, na década de 1980, barrava a derrubada da floresta no Acre. Mas ainda há muito a ser feito para virar o jogo. Como superar o suposto “empate”? Só ações de comando e controle não são suficientes, principalmente se o cenário agropecuário internacional melhorar, como tem dado sinais.

ste Especial busca trazer informações, opiniões, dados e análises recentes sobre a dinâmica deste que é considerado pela sociedade brasileira como o maior problema socioambiental brasileiro - de acordo com levantamento recente promovido pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER) - e, portanto, um dos maiores desafios para o desenvolvimento da sociedade brasileira. É a contribuição do ISA para reflexão, debates e decisões, senão em busca do desmatamento zero, ao menos do desmatamento legal na região. O desafio não é pequeno. No final da página estão os links que remetem a todas as matérias que compõem este especial

Desmatamento na Amazônia de acordo com dados do Inpe:

De 1977 a 1988: 21 mil quilômetros quadrados
De 1988 a 1990: 31,5 mil quilômetros quadrados
De 1990 a 1994: 39,7 mil quilômetros quadrados
De 1994 a1998: 77,8 mil quilômetros quadrados (1º governo FHC)
De 1998 a 2002: 76,9 mil quilômetros quadrados (2º governo FHC)
De 2002/03 a 2005/06: 84,4 mil quilômetros quadrados (governo Lula)

Textos: André Lima e Oswaldo Braga

sexta-feira, 13 de agosto de 2010





Desmatamento de Florestas

O desrespeito e a depredação da natureza provocam consequências desastrosas.
A destruição de florestas e o aquecimento global propiciam a propagação de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue e a malária.
Ao invadir florestas o homem entrou em contato com vírus que não conhecia, como o HIV da aids, que espalhou-se pelo mundo a partir da caça de chimpanzés na selva africana.

Na Europa, EUA e em várias partes do mundo, florestas foram devastadas em nome do próprio progresso, para dar lugar a plantações, pastos, cidades, indústrias, usinas, estradas, etc.

Campeão absoluto de biodiversidade terrestre, o Brasil reúne quase 12% de toda a vida natural do planeta. Concentra 55 mil espécies de plantas superiores (22% de todas as que existem no mundo), muitas delas endêmicas (só existem no país e em nenhum outro lugar); 524 espécies de mamíferos; mais de 3 mil espécies de peixes de água doce; entre 10 e 15 milhões de insetos (a grande maioria ainda por ser descrita); e mais de 70 espécies de psitacídeos: araras, papagaios e periquitos. (Conservation International)

Quatro dos biomas mais ricos do planeta estão no Brasil: Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Pantanal. Infelizmente, correm sérios riscos. A Mata Atlântica se desenvolve ao longo da costa brasileira, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Ela guarda cerca de 7% de sua extensão original e o Cerrado possui apenas 20% de sua área ainda intocados. Estas duas áreas são consideradas hotspots, isto é, áreas prioritárias para conservação, de rica biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. A implantação de corredores de biodiversidade é a principal estratégia empregada pela ONG CI-Brasil para direcionar as ações de conservação nos Hotspots e nas Grandes Regiões Naturais.
Nascentes de águas que abastecem vários estados brasileiros estão na Na Mata Atlântica.
O Cerrado abriga a mais rica savana do mundo, com grande biodiversidade, e recursos hídricos valiosos para o Brasil. Nas suas chapadas estão as nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, do Prata e do São Francisco.

O Brasil abriga os biomas (comunidades biológicas) Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Pampa (Campos Sulinos) e Costeiros, 49 ecorregiões, já classificadas, e incalculáveis ecossistemas.
Consulte
http://www.ibama.gov.br/ecossistemas/home.htm .

No mundo inteiro, cerca de 13 milhões de hectares de florestas são perdidos todos os anos, principalmente na América do Sul e África. O Brasil foi o país onde mais se devastaram florestas entre 2000 e 2005. (FAO)

A Amazônia :
- É a maior floresta tropical do planeta.
- Estende-se por uma área de 6,4 milhões de quilômetros quadrados na América do Sul.
- 63% no Brasil e o restante estão distribuídos no Peru, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Guiana, Suriname, Equador e Guiana Francesa.
- Abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e grande parte do Maranhão. - A Amazônia Legal correspondente a cerca de 61% do território brasileiro (5.217.423 km2).
- Tem 20 milhões de habitantes (IBGE, 2000) e baixa densidade demográfica.
- Guarda cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo.O Rio Amazonas é o maior do mundo em volume de água.
- Megabiodiversidade : é rica em espécies vegetais e animais.
- A floresta absorve carbono diminuindo as consequências das mudanças climáticas globais.
- Enorme potencial de plantas a serem descobertas para uso farmacêutico, cosmético, químico, alimentar, etc.

Ameaças : grilagem (posse ilegal de terras mediante documentos falsos), desmatamentos, queimadas, madeireiras predatórias, expansão da fronteira pecuária e agrícola (soja principalmente no Mato Grosso), fiscalização insuficiente, impunidade, caça e pesca sem controle, contrabando de animais. A floresta é vulnerável aos efeitos do aquecimento global.

Segundo o IBAMA, a fertilidade natural dos solos é baixa. A floresta Amazônica é um ecossistema auto-sustentável. Ela se mantém com seus próprios nutrientes num ciclo permanente. Existe um delicado equilíbrio nas relações das populações biológicas que são sensíveis a interferências antrópicas. A Amazônia apresenta uma grande variedade de ecossistemas, dentre os quais se destacam: matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados. Conseqüentemente, a Amazônia abriga uma infinidade de espécies vegetais e animais: 1,5 milhão de espécies vegetais catalogadas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de pássaros; e ainda insetos, répteis, anfíbios e mamíferos...

A destruição de florestas tropicais, além de reduzir a biodiversidade do planeta, causa erosão dos solos, degrada áreas de bacias hidrográficas, libera gás carbônico para a atmosfera, causa desequilíbrio social e ambiental. A redução da umidade na Amazônia faz reduzir as chuvas na região centro-sul brasileira.

Em 2004, o setor madeireiro extraiu o equivalente a 6,2 milhões de árvores. Após o processamento principalmente no Pará, Mato Grosso e Rondônia, a madeira amazônica foi destinada tanto para o mercado doméstico (64%) como para o externo (36%). O Pará é o principal produtor de madeira amazônica, representando 45% do total produzido e concentra 51% das empresas madeireiras.
A industrialização ocorre ao longo dos principais eixos de transporte da Amazônia. Alguns dos graves problemas são o caráter migratório da indústria madeireira e o baixo índice de manejo florestal. Madeireiros tem construído milhares de quilômetros de estradas não-oficiais em terras públicas facilitando a grilagem. (IMAZON)

A média de cobrança e pagamento efetivos das multas ambientais é baixíssima em toda a Amazônia.

Entre 1990 e 2003 a taxa de crescimento da pecuária na Amazônia Legal cresceu 140%, passando de 26,6 cabeças de gado para 64 milhões de cabeças. A taxa média de crescimento foi 10 vezes maior do que no restante do país, respondendo por 33% do rebanho nacional. O Mato Grosso, Pará e Rondônia foram os principais produtores no período. Em 2000 a maior parte da carne produzida pelos frigoríficos da Amazônia foi para o mercado nacional, principalmente Nordeste e Sudeste. O aumento da demanda de exportação é crescente. (IMAZON)

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (2007), 75% da área desmatada na Amazônia é ocupada pela pecuária. São 70 milhões de bovinos, e um terço está no Mato Grosso. A ocupação é de quase uma cabeça de gado por hectare.

O Brasil é o maior exportador mundial e o segundo maior consumidor de carne bovina.

Pastagens degradadas tem sido convertidas em cultivos agrícolas. O pecuarista vende o pasto para o cultivo da soja e continua a desmatar.

As bacias hidrográficas de Mato Grosso já perderam de 32% a 43% de sua cobertura vegetal original (IMAZON e ICV, 2006).

Os focos de queimadas podem ser acessados no endereço http://www.cptec.inpe.br/queimadas/. Resume as últimas queimadas detectadas nas imagens mais recentes dos satélites. Os dados são atualizados várias vezes por dia.
No Brasil, a quase totalidade das queimadas é causada pelo Homem, por razões muito variadas: limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos, disputas fundiárias, vandalismo, colheita manual de cana-de-açucar (necessita mecanização para evitar a queima), etc.
No desmatamento ilegal, a queima descontrolada (sem barreiras que impedem a propagação do fogo) propicia condições para incêndios florestais.
Outras práticas irresponsáveis : soltar balões, acender velas próximas a vegetação, jogar pontas de cigarros acesas nas margens das estradas, não apagar restos de fogueiras e a falta de cuidado ao lidar com fogo.
A fumaça gerada pelas queimadas é responsável por milhares de internações.

O Departamento de Ciências Atmosféricas da USP constatou que a fuligem das queimadas na Amazônia é levada pelo vento para o Centro-Sul do País e para o Oceano Atlântico.

A diminuição dos índices de desmatamento entre 2004 e 2006 foi reflexo dos esforços oficiais (como a criação de unidades de conservação e aumento da fiscalização) e da recessão vivida pelo agronegócio no período.

O Brasil reduziu o desmatamento da floresta amazônica em 19.000 km² em 2005 e em um pouco mais de 13.000 km2 em 2006, segundo o INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O Inpe divulgou em agosto de 2008, os números do desmatamento na Amazônia Legal, entre agosto de 2006 e agosto de 2007. A área desmatada foi de 11.532 quilômetros quadrados, 18% por cento a menos do que o registrado nesse mesmo período, entre 2005 e 2006.

A floresta já perdeu quase 20% do seu tamanho original - 700 mil quilômetros quadrados foram derrubados. (Imazon, 2007)

Buscando reduzir os conflitos por terras e o desmatamento ilegal da Amazônia, o governo do Pará criou sete unidades de conservação da floresta (vídeo) que formam uma das maiores áreas de proteção ambiental do mundo com cerca de 15 milhões de hectares. Os respectivos decretos foram assinados em 04.12.2006.

O que podemos fazer ?

Denúncias sobre agressões ao meio ambiente, como incêndios florestais, podem ser feitas através da Linha Verde do IBAMA 0800-61-8080. Saiba mais no site www.ibama.gov.br/prevfogo .

Ao comprar produtos florestais como madeira e papel, exija o selo Conselho de Manejo Florestal (FSC) para ter a garantia que eles provém de florestas manejadas de acordo com critérios rigorosos e não predatórios. O selo verde atesta o uso de técnicas de corte que respeitam os ciclos de regeneração da mata. No site www.fsc.org.br encontra-se a lista com todas as empresas certificadas.

Reduzir o consumo de carne em geral também ajuda no combate ao desmatamento. Isso porque muito da produção de soja é utilizada como ração de animais, como aves e porcos. Além de fazer bem à saúde, uma dieta com muitos vegetais é a que menos causa impactos negativos ao meio ambiente. Ao comer menos carne vermelha, por exemplo, o cidadão está contribuindo também no sentido de reduzir a necessidade de abertura de novas áreas de pastagens. Além disso, são economizados 20 mil litros de água tratada envolvida na produção de cada quilo de carne bovina. (AKATU)

Pergunte ao seu açougueiro ou ao supermercado de onde vem a carne que você compra.

Evite consumir produtos feitos com couro animal. Busque alternativas como o couro vegetal (ecológico) feito a partir da extração do látex.
Reduza o consumo de papel. Prefira papel reciclado.
Elimine o desperdício de alimentos para que a fronteira agrícola não avance ainda mais em direção às florestas nativas.
Comerciantes não devem comprar madeira ilegal, sem o documento de origem florestal.
Grande parte da madeira extraída ilegalmente é vendida em lojas e depósitos de material de construção. Preste atenção na hora de construir ou reformar sua casa.
Só compre móveis duráveis e conserve-os bem.

Não compre orquídeas, bromélias, xaxins e palmitos sem certificado de origem. São espécies ameaçadas de extinção e só podem ser vendidas se forem cultivadas com essa finalidade.
O palmito Juçara, encontrado na Mata Atlântica vem sendo explorado de forma predatória. A sua palmeira está em extinção.
Evite
comprar palmito in natura, principalmente os vendidos na beira de estradas.
Recuse palmito em conserva que não tenha registros do Ministério da Saúde ou do Ibama. Não arrisque sua saúde. O botulismo é uma intoxicação alimentar provocada pela consumo de palmito produzido sem condições de higiene necessárias. Combata o palmito clandestino (ver vídeo).
O juçara morre após a extração do palmito. A pupunha e o açaí, originários da Floresta Amazônica, se regeneram após o corte.
Não compre imóveis dentro de áreas protegidas da Mata Atlântica.

A sociedade civil organizada pode cobrar do governo a intensificação de esforços como por exemplo :
- aumentar a verba para a fiscalização da ocupação ilegal de terras (maiores investimentos para garantir uma presença mais efetiva na Amazônia : Ibama, Polícia Federal e Exército principalmente ao longo das estradas clandestinas e áreas críticas detectadas por satélite);
- combater a exploração predatória de madeira (punição dos infratores incluindo servidores corruptos, apreensão de equipamentos);
- organizar o caos fundiário da região e conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a proteção do meio ambiente;
- estancar o avanço de novos pastos sobre as florestas da região;
- fiscalizar e exigir o respeito às leis florestais e a recomposição da vegetação nativa por quem desmatou indevidamente;
- proteger os direitos e as terras dos índios;
- criar unidades de conservação principalmente onde há ameaça de expansão predatória.

As Unidades de Conservação dividem-se em 2 grupos :
- Unidades de Proteção Integral (Estação Ecológica, Reserva Biológica, Parque Nacional, Monumento Natural e
Refúgio de Vida Silvestre).
- Unidades de Uso Sustentável (Área de Proteção Ambiental, Área de Relevante Interesse Ecológico, Floresta Nacional, Reserva Extrativista, Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural). IBAMA

Projetos de desenvolvimento sustentável são importantes para gerar emprego e renda para as comunidades que vivem na gigantesca área da Amazônia. Respeitar o frágil equilíbrio ecológico da região é um pré-requisito fundamental.

Comprar artesanato é uma forma de o visitante colaborar com o povo da região.

O ecoturismo tem grande potencial de crescimento. Viajantes de todo mundo podem prestigiar esta atividade na Amazônia e em tantas outras regiões de natureza exuberante em todo Brasil como Fernando de Noronha, Bonito, Pantanal, Cataratas do Iguaçu, Lençóis Maranhenses, Jericoacoara, etc. Nas áreas de florestas, verifique previamente se há necessidade de vacinação.

Para saber mais sobre a Amazônia visite www.imazon.org.br . A missão do Imazon é promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia por meio de estudos aplicados, apoio à formulação de políticas públicas, disseminação ampla de informações e formação profissional. O site http://www.imazongeo.org.br fornece informações sobre a situação, dinâmica e pressão sobre as florestas e Áreas Protegidas da região.

Remunerar a população local para a preservação é a proposta do bolsa floresta.

A floresta em pé ajuda a regular o clima, a temperatura, a umidade e as chuvas. Absorve gás carbônico da atmosfera prestando um enorme serviço para o equilíbrio climático mundial que merece valorização.
Conservar a Amazônia é preservar vidas vegetais, animais e humanas.